quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Político devia fazer programa na rua, isso sim!

Nada desmoraliza mais a classe política do que o horário eleitoral gratuito. É o ultimo degrau. O porão. Esgoto a céu aberto. Vergonha nacional.
Tirem as crianças da sala! Devia passar só de madrugada, para maiores de 28 anos, em canal fechado. É pornográfico. O Ministério da Justiça não vai tomar nenhuma providência?
Se é esse o preço que devemos pagar pela democracia, melhor dar um calote. Veja se nos Estados Unidos existe algo assim. Lá, se Mr. Tiririca quiser desfilar suas piadas ignorantes tem que pagar. E bem. Político compra espaço na TV como qualquer anunciante, afinal, são todos produtos. A maioria, com prazo de validade vencido.
São 20 mil candidatos em todo o país.  É muito picareta para cavar o fundo do poço. Duas vezes por dia, 50 minutos cada? Seria uma lavagem cerebral, se alguém assistisse. Com muito esforço, conseguimos dar uma olhada. Até a Voz do Brasil é menos insuportável.
Se existisse algum político realmente sério, estaria propondo o fim desse suplício. Alô digníssimos senhores e senhoras que tomarão posse em 2011: acabem com isso pelo bem da própria categoria. Porque horário eleitoral gratuito só pode ter sido obra de sabotagem. Coisa da CIA ou do Talibã.
Ficar vendo a escória que quer entrar para a política é um desserviço. Impor esse caríssimo desfile de horrores é pedir para ninguém ter vontade de votar. E aumentar as vendas de Dramin, Engov, Sal de Fruta e Sonrisal. Porque não dá para levar a sério.
Os bons, se é que existem, afundam na mesma lama. Não há debate nem esclarecimento. No máximo, o ilusionismo dos marqueteiros, esses parasitas ordinários.
Quando as urnas forem computadas em outubro, não haverá surpresas. Continuaremos reféns dessa gentinha oportunista e patética. Por enquanto, ao menos eles são engraçados. A tragédia vem depois.
Mas eles que arrumem outros patrocinadores. Os grandes empresários que corrompem nossa República não gostam de aparecer no rádio e na TV. São profissionais.
Não precisamos ficar vendo seus intermediários blasfemando na nossa cara. Se desligamos os aparelhos quando eles surgem, para que tanto desperdício? Vão fazer programa na rua, pô!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A febre que mata rinocerontes

ATENÇÃO:  ESTE TEXTO CONTÉM IMAGENS FORTES DE MUTILAÇÃO ANIMAL
Você sabia que alguém que sente uma simples febre ou dor de cabeça na China, no Vietnã ou na Coreia pode ser responsável pela matança de milhares de rinocerontes africanos? É a mais pura e dura realidade. A crença em muitos países asiáticos de que o chifre desses animais tem o poder de cura está movimentando altas somas em dinheiro no mercado clandestino.

Os curandeiros desses países vendem a falsa ideia de que remédios feitos à base do material pode curar dezenas de doenças. A divulgação dessa crença teve início há décadas. Ainda nos anos70, mercenários asiáticos se armaram com fuzis kalashnikovs e se embrenharam na savana do Zaire, exterminando quase que 100% das espécies.
O mesmo ocorreu em Camarões, Chade, Sudão, Somália e Etiópia. O problema atingiu todo o continente. Em alguns países, como no Zimbabwe, autoridades capturaram os animais e arrancaram seus chifres, para torná-los sem atrativos aos caçadores.
Só neste ano, mais de 150 espécies foram mortas na África do Sul. É a maior média já registrada nos últimos 50 anos. Notícia mais que preocupante no país que tem como uma das principais atividades econômicas o turismo ambiental. O país dos Safáris corre o risco de, a médio prazo, ver diminuir os dez milhões de turistas anuais que desembarcam na África do Sul para conhecer a fauna local.
Um rinoceronte adulto chega a pesar duas toneladas e meia. E cada vez que um deles morre, deixa a situação dos filhotes seriamente comprometida porque os bebês são muito dependentes dos pais. Ecologistas estimam que há vinte anos existiam no continente africano entre 60.000 e 70.000 espécies. Hoje são apenas cerca de 3.000.

Para se ter uma noção do que motiva os caçadores, basta saber que em Chengdu, capital da província de Sichuan, na China, um comerciante paga o equivalente a R$ 7 mil quilo de chifre de rinocerontes. É isso mesmo, eu escrevi “sete mil reais”. Tanta grana deixou eufóricos contrabandistas e caçadores da África do Sul, Zimbabwe e Moçambique.
Não precisa ser expert para entender a matança dos animais. Imagine o faturamento dos comerciantes e contrabandistas se apenas uma pequena parte da população de mais de 1 bilhão e 200 milhões de chineses recorrerem aos “remédios” sempre que tiverem uma febrezinha.
Os bandidos são experientes e dispõem de equipamentos modernos. Durante o dia eles sobrevoam parques nacionais e reservas privadas de helicóptero. À noite, munidos de binóculos e espingardas com miras de visão noturna, os caçadores retornam ao local onde as manadas foram vistas mais cedo e dão início à execução.
O resultado chocante pode ser visto nas fotos divulgadas pela Rhino & Lion Reserve, a 50 km de Johanesburgo. Ed Hern, proprietário do local, faz um apelo: “precisamos lançar uma campanha internacional na mídia e desmentir o poder medicinal dos chifres de rinocerontes”.

O governo informou que no ano passado investiu mais de um  milhão de Reais no reforço da segurança de Parques Nacionais, como o Krugger Park, por exemplo. Mas pelo número de mortes divulgado até agora, é fácil perceber que os esforços estão aquém do necessário. Ambientalistas cobram do governo do presidente Jacob Zuma que trate o assunto por meios diplomáticos.
Só que especialistas nas  relações diplomáticas entre ambas as nações não acreditam nesta hipótese. Dizem que a África do Sul tem uma estranha relação de submissão à China. No ano passado, o pessoal do Union Buildings, sede do governo, em Pretória, chegou a proibir a visita do Dalai Lama à África do Sul, durante um encontro internacional. Tudo para não aborrecer os burocratas de Pequim.

sábado, 21 de agosto de 2010

O que o Brasil Precisa Saber - José Serra

São Paulo
José Serra

José Serra, em seu Governo pelo Estado de São Paulo, apesar de ter sido eleito em primeiro turno e com grande maioria de votos, foi muito criticado por sua política, que na visão de seus críticos, estaria inibindo o Meio Ambiente Poluído, tema muito relevante nos dias de hoje, pela qualidade de vida que oferece a população. O acidente do Metrô e os decretos polêmicos sobre universidades públicas, custaram-lhe muitas críticas e ameaças da oposição e estudantes que lutavam pela manutenção orçamentária da Universidade e pela revogação dos decretos que ameaçavam a autonomia desta. Seu Governo foi marcado por fortes investimentos na área pública e de produção. Na atualidade, como é do seu feitio, está novamente envolvido numa disputa eleitoral. Primeiramente visando à indicação de seu nome para disputar em 20l0 as eleições presidenciais, tendo como oponente dentro do partido, o Governador de Minas Geral, muito ligado ao PMDB, Aécio Neves, por seus laços de família, neto de Tancredo Neves, tem o apoio informal do PMDB. 

ENEM 2010 será impresso pela mesma gráfica de 2009

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) acertou os detalhes do contrato com o consórcio Cesgranrio/Cespe que fará a aplicação e correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para assinar o contrato, o Inep terá de esperar a publicação do extrato de dispensa de licitação prevista para esta sexta-feira (20) no Diário Oficial da União.
Depois da publicação da dispensa da licitação, o contrato deve ser assinado nos próximos dias, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Educação.
O valor do serviço que será prestado pelo consórcio Cesgranrio/Cespe corresponde a R$ 27,87 por estudante inscrito, 28% a mais em relação ao ano passado. O Inep afirmou que o aumento se deve, sobretudo, à ampliação do número de inscritos neste ano, reforço na contratação de pessoal que funcionará como apoio nas unidades de aplicação e atualização monetária.
O Enem 2010 terá os mesmos moldes do exame aplicado no ano passado. Os Correios, cujo contrato já foi assinado, ficarão responsáveis pela distribuição das provas. Policiais militares, federais e as Forças Armadas estarão encarregadas da segurança no deslocamento das provas, segundo o Inep.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

As Migalhas e o Filé da Educação Brasileira

O discurso de esquerda sempre bradou por educação pública e gratuita para todos. Sou contra. É um absurdo rico estudar de graça. Um roubo. Ver playboy estacionando carrão importado no campus da USP é um escárnio.
Mas pior, bem pior, é a turma que faz pós-graduação no exterior com dinheiro do governo e depois vai trabalhar em outro país. Deviam ir para a cadeia, esses oportunistas. E terem seus passaportes retidos pela Polícia Federal.
Investir na formação de pesquisadores é uma obrigação do CNPq, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O Brasil precisa de cientistas, pensadores e doutores qualificados.
A experiência que esses alunos subsidiados adquirem fora pode retornar com lucro. Basta que cumpram a lei e dediquem ao menos três anos dessa qualificação por aqui. É justo. Justíssimo.
Mas alguns picaretas, de caso pensado, contando com a impunidade, mamam nas tetas do povo brasileiro e depois nos mandam uma banana lá do Hemisfério Norte. Ô gente sem educação!
O Tribunal de Contas da União recebeu, só neste ano, 82 processos pedindo que esses batedores de carteira chamados bolsistas nos devolvam o dinheiro investido neles. Somadas todas as pendências, temos cerca de R$ 100 milhões em dívidas a receber desses desertores.
Esses espertinhos provavelmente estudaram de graça em nossas melhores universidades. Que são as públicas, todos sabemos. E muitos, também provavelmente, vêm de famílias ricas. É esse o perfil econômico de nossos universitários de ponta.
Entra governo, sai governo, nenhum quer enfiar o dedo na ferida da cara dessa gente. Preferem investir em políticas de cotas para negros, índios e demais desafortunados. Migalhas.
O filé mignon, como sempre, vai pra mesa do bacana, que come tudo e nem diz obrigado. Ô gente mal educada!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Globocópia, a gente se revê por aí

Chacrinha já dizia: na TV nada se cria, tudo se copia. O velho era um gênio, criou esse bordão em plena Rede Globo. Logo ela, que sempre se achou a primeira bolacha do pacotinho.
Neste domingo à noite, o Velho Guerreiro teria dado uma buzinada na orelha da Velha Senhora. Vocês querem bacalhau? Pois vejam só.
O programa semanal da Record, Domingo Espetacular, criou, há um ano, um quadro chamado "A Grande Reportagem". Nada mais que uma matéria de fôlego para quem gosta de se aprofundar num assunto.
E não é que a Globo achou bacana? Teresinha! Uhu! Foi espetacular o que vi domingo dentro do Fantástico.
Às 22h54, de boca cheia, Patrícia Poeta chamou a “grande” atração do programa: “Veja agora na Grande Reportagem do Fantástico”.
Alô? Alô? Teresinha? Como assim? Meia hora antes, eu havia assistido na Record à mesma chamada. Igualzinha. Com vinheta e tudo.

Lá se foram no Fantástico 20 minutos de aborto ilegal. Vinte. É mesmo de matar. Fiquei confuso. Quem copia quem? Quando vi o Domingo Espetacular pela primeira vez quase me fizeram acreditar que a Record havia copiado a Globo.
Mas dessa vez não: foi mesmo a Globo que copiou. Na cara dura.
Alô! Alô, Teresinha! Roda! Roda!
Verdade seja dita: quando as outras emissoras copiam a Globo, são tachadas de incapazes, subprodutos, sem ética. Quando a situação se inverte, é uma lição de ousadia. Criatividade.
Alô! Alô, Teresinha! Um minuto pro comercial.
Faz tempo que reportagens do Fantástico não passam de cinco, seis minutos. Mais que isso seria um atentado ao tal padrão de qualidade. Jornalismo Tico e Teco. Bobagem o que pensa o telespectador.
Os sábios ficam olhando as outras emissoras de longe, com aquela cara de tédio. De vez em quando descem do pedestal e vão ver o que o povo está falando nas ruas. Voltam mais enfastiados ainda.
Mas são pagos pra isso. Mesmo que nunca admitam, o mundo não nasceu nos seus umbigos. O que é bem feito merece respeito. O que é bom a gente copia. Faz parte. Pode recopiar. Recopia, vai.
Também dou uma sugestão. Que tal rebatizarem o helicóptero da emissora? Globocópia não seria um nome mais bonitinho? E o slogan? A gente se revê por aqui!
Tem gente que veio para confundir. E não para explicar. O Velho Guerreiro daria boas risadas.

E nem para fazer o Enem o MEC presta?

O que o MEC está fazendo com o Enem é uma avacalhação. Poderia buscar uma palavra mais elegante, tipo descalabro. Mas não ia dar conta. O troço está mesmo indo pro brejo.
O Exame Nacional do Ensino Médio veio para mudar radicalmente a forma de acesso ao ensino superior. Tinha tudo para dar uma pancada na indústria de cursinhos e vestibulares fajutos que pululam por aí.
Mas nem. Depois de ser vergonhosamente fraudado na última edição, agora descobrem que vazaram os dados pessoais de 12 milhões de inscritos no exame.
Credibilidade é tudo. O ministro Fernando Haddad foi reprovado nessa questão. E não foram poucas as alternativas anteriores.
Criar sistemas de avaliação se tornou a única atividade relevante do MEC. Esse tipo de gestão nasceu com o Paulo Renato, era FHC. Nem mérito do PT é. Nem.
E nem podemos ficar parados olhando o MEC fazer de conta que não aconteceu nada de grave. Mais uma lambança dessas e o exame cai em total descrédito.
Ainda aparece um candidato propondo que o Enem passe a ser responsabilidade da Polícia Federal. Com reforço do Exército. Se é para avacalhar, por que não?